quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Arranjo floral feito com a técnica Ikebana

A primavera chegou! Para festejar a estação das flores, convidamos a decoradora e expert em arranjos florais Lerys Helena da Nandina Flores (http://www.nandinaflores.com.br/) para nos ensinar como fazer um belíssimo arranjo floral utilizando a técnica Japonesa Ikebana.



Ikebana

A arte milenar japonesa une harmonia, flores e elementos do budismo, traz paz interior e expressa imensa alegria àqueles que a praticam ou a contemplam.

Ikebana em japonês significa "dar mais vida à flor" e esta é a principal preocupação do praticante ao realizá-la.

O ikebana, dentro do seu simbolismo, dá muita importância ao tempo, o que fica evidenciado na análise de qualquer tipo de arranjo. As regras gerais de sua técnica seguem as estações do ano e o movimento caracteristico do crescimento das flores.

No ikebana, o passado, o presente e o futuro

No ikehana é possivel simbolizar o passado usando-se flores desabrochadas, vagens e folhas secas; o presente é representado por flores semidesabrochadas ou perfeitamente desenvolvidas e o futuro, por botões que sugerem crescimento.

As estações do ano são incluidas na mesma técnica. Um arranjo com curvas definidas e fortes indica a primavera; o verão é representado por urn arranjo completo em expansão; para o outono cria-se um arranjo esparso e delgado, enquanto o inverno é simbolizado por uma composição de aspecto dormente e melancólico.

A maior parte dos arranjos consiste na reunião de ramos de árvores, arbustos e pequenas flores silvestres. Isso porque os japoneses encontram mais beleza nas formas em crescimento na natureza do que no formato ou cores.

O que compõe básicamente um ikeban são os três grupos de flores ou ramos, disposto em triângulo. Dessa forma, há um grupo central ereto, um intermediário partindo do centro, e um outro em triângulo invertido, inclinado, que sai do grupo central, mas do lado oposto ao grupo intermediário. Partindo dessa composição básica surgem os diferentes estilos do ikebana.

A composição do arranjo

Para fazer um arranjo é necessário ter à mão o seguinte material: flores, galhos, tesoura, kenzan e um recipiente.

As flores e galhos podem ser campestres ou cultivados. Os galhos são indispensáveis ao ikebana, pois formam a parte principal do arranjo. Para o corte dos galhos, use uma tesoura de jardinagem ou uma especial para ikebana. O kenzan é o elemento básico para os tipos do arranjos feitos em vasos de boca larga, pratos ou tigelas. Trata-se do um objeto do metal em cuja base estão fixados pinos pontiagudos, onde serão fincadas as flores e galhos nas posições desejadas.

Escolha o tipo do vaso que quiser ou improvise um recipiente com um prato fundo, fruteira ou uma cesta. Para o estilo "Nageire”, que dispensa o kenzan, use vasos de gargalo comprido, bambus gigantes cortados no nó, tocos ou cestas fundas.

Depois de cortar as ponta dos ramos e flores, segure as hastes e finque-as verticalmente no kenzan. A inclinação é feita forçando-se o galho na posição desejada.

A montagem do ikebana

Para montar o ikebana deixe as flores e galhos à sua direita. Ponha o vaso na sua frente à uma distância razoável e um pouco abaixo do nivel dos olhos para ter uma boa visão do conjunto. Examine a forma e o tamanho do recipiente que pretende usar.

O ikebana só se caracteriza três linhas fundamentais e as linhas auxiliares, com as seguintes caracteristicas:

Shin - linha principal e ponto básico de todo arranjo. Escolha o galho mais Iongo e mais forte. O comprimento deve ter o dobro do diâmetro do vaso mais a medida da sua profundidade.

Soe linha secundária que coresponde ao segundo galho. Deve ter 3/4 do comprimento total do Shin.

Hikae - linha terciária que deve ter a metade ou 3/4 do comprimento do Soe.

Jushi - linhas auxiliares e elementos secundários do arranjo. Devem ser menores e mais baixos do que as três linhas principais. As Jushi são as flores do arranjo. A quantidade de flores depende de seu bom gosto, mas o numero sempre deve ser sulficiente para dar harmonia e equilibrio ao conjunto. As flores são colocadas em alturas desiguais no espaço triangular do kenzan formado pelas três linhas principais.

Fonte: Livro Planta e Flores

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Como planejar uma reforma

O final do ano está chegando e muitas pessoas aproveitam esta época para fazer pequenas reformas nas suas residências, mas acabam estrapolando nos gastos e antes mesmo da reforma terminar, já estão no vermelho. Isto acontece quando a reforma não é bem planejada. Saiba agora as principais dicas para planejar sua reforma !
  
Construir uma casa não é nada fácil, reformar então nem se fala. Para tornar a reforma menos complicada e fazer valer a pena todo o sacrifício, é preciso tomar alguns cuidados antes de começar as mudanças.


O grande segredo para não ter surpresas desagradáveis, tanto no novo visual da casa como no bolso, é planejar a reforma da casa o mais detalhadamente possível.

Em primeiro lugar é preciso definir exatamente o que vai ser feito e o quanto se pretende gastar. Esse passo vai orientar o tipo e quantidade de materiais a comprar e quais profissionais serão contratados, entre outras despesas.

É importante manter os pés no chão e distribuir bem a verba disponível, para tanto é essencial ter um orçamento detalhado, com o preço dos itens muito bem pesquisados, para que o fim do dinheiro não chegue antes do final da obra.

Defina com antecedência o máximo que pode ser gasto na obra se mantenha fiel ao orçamento durante toda reforma. Para isso, vale elaborar uma planilha, que deve ser preenchida e acompanhada atentamente até que a reforma acabe. Se extrapolar o gasto previsto em um item, compense gastando menos no outro.

Antes de começar a obra propriamente dita, o ideal é avaliar se vale a pena ou não reformar, comparando o valor do imóvel, quanto vai ser gasto e quanto ele vai se valorizar após a obra.
Depois de analisar bem, é hora de procurar um arquiteto ou engenheiro para tocar a obra. A responsabilidade é muito grande, por isso o serviço requer um profissional. Conhecer e ter referências do profissional ajuda, mas não deve ser um fator decisivo. Além de empatia, a confiança é fundamental.

Apresente suas idéias ao arquiteto. Juntos, vocês poderão avaliar todas as possibilidades e chegar a um projeto definitivo. Tudo o que não for previsto na fase de elaboração pode ser considerado um custo extra. Ou seja, a obra vai ficar mais cara do que você imaginou.

Feito tudo isso, você deverá elaborar uma lista dos materiais necessários para a reforma. Não se esqueça de pesquisar os preços. Dependendo da quantidade que será usada na reforma, você pode conseguir descontos em algumas lojas. 
Mão-de-obra – Se a reforma for grande, contrate um empreiteiro ou empresa de engenharia que se responsabiliza pelos funcionários, tanto pelo trabalho quanto pela segurança dos operários e negocie o custo final. Caso não seja possível ou necessário para a obra que você for realizar, peça a indicação de profissionais, como pedreiro, pintor, encanador, eletricista, a um amigo, familiar ou
engenheiro que reconhece a qualidade do serviço a ser prestado.

Contrato

Uma orientação importante é fazer um recibo de pagamento, principalmente se o profissional for pago em dinheiro. É uma garantia sua de que ele recebeu, peça para ele assinar ao receber o pagamento e lembre-se e de datar o recebo e informar a importância paga além da descrição do tipo de serviço prestado.

Profissionais autônomos não emitem nota fiscal, portanto, não há como fechar contratos.
Isso não é justificativa, porém, para não acertar valores previamente. O ideal é que o pagamento da mão-de-obra seja feito com um pequeno sinal antes da reforma e o valor significativo deve ser pago apenas após a conclusão. O perigo de pagar aos poucos o pedreiro é que ele pode começar a estender o prazo estipulado para receber mais.

Agora que você já sabe como planejar sua reforma, mãos à obra!


 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Porta Copos em EVA

Dica de artesanato
Aprenda a fazer lindos porta copos em EVA e tecido. Um artesanato simples e que pode se tornar um excelente negócio ou mesmo presentes para seus amigos!



Materiais:
Folhas de EVA coloridas
Tecidos estampados em algodão
Tesoura para tecido
Cola de contato ou cola de EVA
Lata pequena

Como fazer:

O primeiro passo é fazer o molde do porta copos, para isso você pode utilizar um porta copos de papelão (desses de bar), ou uma tampa de potes ou uma lata pequena (de ervilha, achocolatado, etc).

Com uma caneta, transfira o molde para o EVA e para o tecido. Recorte os moldes. Se preferir padronizar e garantir que seus círculos saiam perfeitos, confira esta dica extra:

Pegue uma lata pequena e com o auxílio de um esmeril retire a borda proterora da lata, afie a borda com o auxílio de uma lima. Para cortar o EVA basta posicionar a lata, que agora virou uma faca, sobre o EVA, pressione para marcar o EVA e gire a lata até que o molde se solte do EVA.

Para colar basta aplicar a cola no EVA e no tecido; espere a cola de contato secar por 5 minutos em média, então cole as partes. Para retirar possíveis bolhas ou enrugados do tecidos, utilize uma espátula ou mesmo uma tampa ou régua e passe por cima do tecido, sempre no sentido de dentro para fora.



Seu porta copos está pronto!